quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Lado Negro

O ódio, sentimento tenebroso que destrói a sanidade, eu sei porque odeio, o meu objeto de ódio esta sempre em foco.

As vezes eu odeio tanto ele que acabo assumindo traços de sua personalidade (se é que existe uma). A raiva é um combustível e por fim sou um clone do que mais odeio.

Quando isso acontece percebo que me odeio tanto que não percebo essa transformação, acabo magoando quem não devia.

É difícil ignorar o ódio, não é bom conviver com ele. Ainda que o simples fato de sua existência, saber que toda complexidade da vida corre em suas veias me deixa possuído de ódio.

Nessa batalha eu sou o único alvo e o único guerreiro, sou os dois lados.

Quem vai vencer?

Independente da resposta eu saio perdendo sempre.

sexta-feira, 4 de março de 2011

4 março


Percebo que existem pessoas, que inspiram uma certa esperança nos cidadãos comuns, uma esperança que saia uma resposta, uma ideia, uma solução, alguma coisa que nos tire da inércia do nosso tédio diário.
Esse tipo (raro) pessoa atrai para si toda atenção de um ambiente, e nos os cidadãos comuns temos como ponto de referência, porque sabemos de dele vai sair alguma ideai que nos abasteça, que nos motiva, inspira, que nos leva a ser pessoas melhores, ou pelo menos a dar boas risadas.
Por algum motivo queremos esconder esse achado para que ele não sofra a pressão de fazer o bem a todos os outros que estão a sua volta, somos egoístas em querer somente a sua atenção o tempo todo.
Mas por hora fico feliz em conhecer uma pessoa incrível como você é.
Hoje é um dia muito importante para quem te conhece..
Parabéns Langa, continue nos fazendo bem como sempre fez.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Viagens da Coxinha [3]

Com essa injeção de animo, ele continua sua saga, desbravando os mais hediondos botecos, sem desanimar. Uns com ovos cor-de-rosa e torresmos peludos, outros com porções de costela gaucha chafurdando na gordura. Até que parou em uma vitrine de salgados á preços populares (R$0,50). Ali havia um copo com água dentro para não embaçar o vidro sebento. Mas o que lhe chamou a atenção foi um salgadinho diferente. Era escuro, meio preto, meio azulado... Parecia um kibe, mas o formato era arredondado de mais...Quando por descuido, esbarrou na vitrine e as moscas voaram aos montes, revelendo um encardido bolinho de ovo. Felizmente, para sua surpresa, na bandeija ao lado, havia uma nada mais, nada menos que uma incrível: "coxinha de creme"!! A mais clássica de todas. Saborosa, cremosa, volumosa e oleosa como nenhuma outra. Devia pesar.
Continua...
De: Marcelo Langa