segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Monologo do Filho Pródigo

Voltar é tão constrangedor quanto ficar.
Mas chega um ponto na vida em que você não tem condições de avaliar  se o que esta acontecendo é bom ou ruim.
Depois de tantas porradas e tantas quedas, o chão virou um amigo hostil, o ultimo amigo que eu tenho.
As vezes tento entender o que aconteceu de errado, mas não consigo me concentrar em nada que não seja a vontade de voltar.
Louca vontade insana de correr, de sumir, fugir de tudo, do chão, do lixo, da vida.
Talvez eu seja um covarde, mas só tem um lugar nesse mundo a onde eu ainda posso ser eu. 
Mesmo sendo muito mais difícil e humilhante o caminho de volta, só vou me encontrar lá, onde eu deixei um pedaço de mim.
As vezes me pergunto o que faço aqui no lixo, as vezes não consigo me ver aqui, as vezes é a única coisa que me resta é uma ultima tentativa, ainda pode dar certo.
Então rastejo com um pouco de animo que sobrou pra ver se consigo alguma coisa.
Mas a vontade de voltar sempre me incomoda, desda primeira queda.
Os impactos das porradas já não doí tanto, to cansado de resistir.
Não tenho mais força pra resistir, acho que vou sumir aqui.
Estou voltando, mesmo sendo mais complicado e confuso possível.
preciso zerar tudo novamente.
Um recomeço na casa do meu pai.
Como vou ser recebido? , já não importa qualquer humilhação ou castigo do meu pai será mais digno que essa lama suja onde estou agora.
Qualquer resto de lá é melhor do que eu posso esperar aqui.
Volta longa e dolorosa, mas estou de volta.  

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Saudades de MIM



Que saudades que tenho de mim mesmo, de quem eu deveria ser. Hoje sou menos eu que antigamente, não consigo entender a onde eu me deixei de lado por aí, como um pedaço que esta longe demais para se aproximar novamente, sei-la onde fui parar.
Tão diferente que não me reconheço, sempre me estranho quando mudo, nem sempre é uma coisa boa.
Não me lembro mas de mim.
Mas se você puder não me esqueça............................

sábado, 18 de agosto de 2012

Robotnik

Últimos dias de incerteza, quando você sente que esta perdido ou perdendo o controle das coisas. Ative a resposta padrão para todas as situações, mesmo que pra algumas delas  seja "não sei"...
Dai você acorda e percebe que é a sua vida eu e de outras pessoas que estão em jogo, e nesse game não tem continue, o "Robotinik" é mau  e eu to sem argolinhas, na ultima vida, a um passo  da próxima  fase, qualquer vacilo e zera tudo, sem ultimo check-poit, nesse console não tem Memory-Card, nem Password, nem nada que não me faça passar por todo o caminho, novamente, as mesmas fases,  
Pensando tanto nos problemas e as possíveis soluções, nas escolhas, que já perdi a sensibilidade do bom senso, já não sei mais avaliar o que é melhor o que é bom, mas ainda consigo imaginar o ideal, que esta num sonho e a cada escolha errada fica mais longe quase impossível por algumas décadas.
Quem sabe?
Quem será que sabe quando você vai encontrar exatamente o que estava precisando? Ou não
O futuro é incerto e instável, o futuro muda sempre com cada atitude cada ação, sentimento, passo, sorriso e uma olhar, é uma gelatina em forma de pirâmide, num prato de plástico, agente segura de  todas as formas para não deformar, mas cada passo ela muda, balança, se parte,  é assim o futuro, uma gelatina sem forma se deformando o tempo todo ao balanço na nossa caminhada, totalmente vulnerável a nos mesmos.
O futuro de gloria ou de desgraça estão mais próximo que você imagina, esses dois futuros se misturam e confundem com todas as cadeias de possibilidades de um sim ou não.
Ninguém sabe o que vai acontecer na próxima fase, nunca saberemos, porque não da pra voltar a partir do momento que se sabe.
Tudo isso é tão obvio que só serve pra dizer que nada ou qualquer coisa que pode ser mesmo que nada ou tão quase nada que até parece que o próprio nada pode ser algo maior que ele mesmo, se auto classificando como sendo, se é já deixa de ser nada mesmo que ainda seja nada.







quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Lado Negro

O ódio, sentimento tenebroso que destrói a sanidade, eu sei porque odeio, o meu objeto de ódio esta sempre em foco.

As vezes eu odeio tanto ele que acabo assumindo traços de sua personalidade (se é que existe uma). A raiva é um combustível e por fim sou um clone do que mais odeio.

Quando isso acontece percebo que me odeio tanto que não percebo essa transformação, acabo magoando quem não devia.

É difícil ignorar o ódio, não é bom conviver com ele. Ainda que o simples fato de sua existência, saber que toda complexidade da vida corre em suas veias me deixa possuído de ódio.

Nessa batalha eu sou o único alvo e o único guerreiro, sou os dois lados.

Quem vai vencer?

Independente da resposta eu saio perdendo sempre.

sexta-feira, 4 de março de 2011

4 março


Percebo que existem pessoas, que inspiram uma certa esperança nos cidadãos comuns, uma esperança que saia uma resposta, uma ideia, uma solução, alguma coisa que nos tire da inércia do nosso tédio diário.
Esse tipo (raro) pessoa atrai para si toda atenção de um ambiente, e nos os cidadãos comuns temos como ponto de referência, porque sabemos de dele vai sair alguma ideai que nos abasteça, que nos motiva, inspira, que nos leva a ser pessoas melhores, ou pelo menos a dar boas risadas.
Por algum motivo queremos esconder esse achado para que ele não sofra a pressão de fazer o bem a todos os outros que estão a sua volta, somos egoístas em querer somente a sua atenção o tempo todo.
Mas por hora fico feliz em conhecer uma pessoa incrível como você é.
Hoje é um dia muito importante para quem te conhece..
Parabéns Langa, continue nos fazendo bem como sempre fez.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Viagens da Coxinha [3]

Com essa injeção de animo, ele continua sua saga, desbravando os mais hediondos botecos, sem desanimar. Uns com ovos cor-de-rosa e torresmos peludos, outros com porções de costela gaucha chafurdando na gordura. Até que parou em uma vitrine de salgados á preços populares (R$0,50). Ali havia um copo com água dentro para não embaçar o vidro sebento. Mas o que lhe chamou a atenção foi um salgadinho diferente. Era escuro, meio preto, meio azulado... Parecia um kibe, mas o formato era arredondado de mais...Quando por descuido, esbarrou na vitrine e as moscas voaram aos montes, revelendo um encardido bolinho de ovo. Felizmente, para sua surpresa, na bandeija ao lado, havia uma nada mais, nada menos que uma incrível: "coxinha de creme"!! A mais clássica de todas. Saborosa, cremosa, volumosa e oleosa como nenhuma outra. Devia pesar.
Continua...
De: Marcelo Langa

Viajens da Coxinha [2]

Durante os primeiros dias de peregrinação ficou desconfiado de que missão na qual se atirara poderia resultar num fracasso total pois nos 368 bares/padarias/lanchonetes e afins que ja tinha passado as coxinhas pareciam desanimadoramente iguais e quando ja estava se sentindo um idiota chegou em Mogi-guaçu e descobriu um tipo de coxinha, que era a coxa do frango com osso e tudo, sim havia esperança o universo dos salgadinhos fritos não havia falhado com ele na mesma cidade ele ainda descobriria uma coxinha amarela, amarela mesmo...
Continua...
De: "Ana Caracol"