segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Introdução: José aéreo

Um menino uma vez perguntou para sua mãe.

“Porque as pessoas não voam?”.

Como uma boa mãe que ela era, explicou para o menino que as pessoas não têm asas, explicou também sobre a força gravitacional, explicou que qualquer coisa mais leve que o ar poderia flutuar.

Decepcionado com a realidade o menino foi para o seu quarto imaginando que nunca mais poderia voar, ele se encanta com os heróis das histórias em quadrinhos e pensava que tudo fosse possível.  Foi então que teve a grande ideia de imaginar uma cidade onde todas as pessoas pudessem ou soubessem voar. Num lugar onde a lei da gravidade é só uma opção casual ou conveniente, não uma obrigação imposta pela ciência.

Sentou na sua cama e começou a descrever essa maravilhosa cidade.

Em 1901 um senhor de 49 anos decide construir sua casa num lugar afastado longe de qualquer pessoa.

Ele morou sozinho por pouco tempo até sua tia viuva falecer deixando uma fortuna para ele, como único herdeiro em seu testamento ele casou com sua prima para distribuir a fortuna para família, então em outubro daquele mesmo ano; ainda curtindo a lua de mel, ele termina de construir sua casa, sua felicidade é tão imensa que ele começa a flutuar e começou a subir bem alto até sumir por entre as nuvens, algumas horas depois ele cai no estábulo se espatifando no chão.

Sua esposa e prima que não tinha nem dois meses de casada, ficou viúva e nunca mais se casou.

O mistério de sua morte chamou a atenção da comunidade de cientistas do mundo inteiro.

Logo eles descobriram que o lugar onde ele construiu a casa era tinha uma energia anti-gravitacional.

Assim foi fundada a cidade das nuvens.

Sua casa virou um museu com o seu nome.

Desde então o melhor lugar para se passar as férias

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Sair do Mar

Apesar das evidências que existem, o que muitos cientistas afirmam como verdade.

Eu não sai do Mar,  tenho certeza que a ciência interpretou alguma evidência errada.

Não tenho como refutar uma evidência “X” que foi definida como a prova cabal de que a bilhões de trilhões de anos um anfíbio decidiu sair do mar; talvez por necessidade ou por curiosidade, ou por algum motivo misterioso, (aqui o mistério / místico é tolerável)

Não tenho como usar evidências contra evidências, ou interpretar-las a meu favor.

Mais de uma coisa eu sei, tenho certeza que “Eu não vim do Mar”.

Eu fui pensado, projetado, cada vez está mais óbvio que alguém pensou em cada ser vivo e imaginou cada um deles da forma que seria, com suas variações, mutações e diversidade.

Depois que descobriram um Código (muito mais complexo que o código Binário de nossas máquinas) dentro de uma gota de sangue, ficou óbvio que alguém nos projetou.

Não é algo que eu sinto, é algo que o planeta pulsa e diz para todos que querem ouvir:
“Ei nós não somos todos descendentes de um ancestral comum”.

Somos uma Obra de arte, a mais bela e completa obra que já existiu.

Mas quem é o seu autor?

Esse é o mesmo tipo de mistério que alguns cientistas não toleram, mas é o mesmo mistério que todos chegamos não importa a teoria.

Quem fez os micróbios unicelulares se multiplicarem e evoluírem em quinquilhões de anos?

Quem nos motivou a sair do mar?

Quais leis desconhecidas da física deram origem a primeira e grande explosão?

Existe uma coisa que não tem muitas evidências científicas mas todos nós sabemos que existe, ela se chama Fé.
Uns chamam de “O Segredo”, outros chamam de energia positiva, outros cientistas chamam de Evolução.

O que eu sei é que muitas vezes o mais óbvio é ignorado, e é preciso ter muita convicção para acreditar que a bilhões de trilhões de anos um de nós saio do mar.

Talvez um dia serei um fóssil com milhões de Anos. Mas tenho certeza que vai chegar o grande dia em que todos vão ver a verdade, mesmo sem entender, então será o fim, e depois um outro começo.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Apertado curioso

Num vagão qualquer apertado, expremido, sacolejando, para onde quer que se olhe só se vê pele de braços erguidos, se apoiando no teto ou em algum corrimão.

O ar já respirado passa uma sensação de falta de ar. O ar-condicionado se esforça ao máximo para evitar o improvável calor de 32°C.

Dentro do vagão 25°C ou 26°C. Pessoas transpiram umas nas outras, o contato é desumano, involuntário, nessessario.

Lá dentro por entre pele e braços, sobra um pequeno pedaço de janela em seu campo de visão. Nesse pequeno pedacinho de visão do mundo externo ele  pode observar o bairro passando, prédios, carros, pessoas, vidas em movimento.

Um prédio num terreno mais elevado lhe chama a atenção, o prédio está lá sozinho destacado pela sua posição, talvez de 20 ou 15 andares. Uma janela em especial ele fixa o olhar.

Será que tem alguém ali?

Será que ele sabe que eu estou justamente olhando para ela?

Se ela estiver olhando pra mim, serei somente um pequeno detalhe em sua rica paisagem, mas se essa pessoa olhar pra mim e me ver ? Além de um vagão num trem lotado, num pedacinho de janela entre uma multidão de braços.

O que será que ela está pensando de mim?

Será que estou violando sua privacidade?

Quantas pessoas estão olhando essa mesma janela nesse momento?

Talvez só estão vendo um prédio num lugar alto.

Ninguém sabe o que está acontecendo lá ?.

Um crime ou uma história de amor?

Um ninho de baratas, ou alguma dor?

Dentro da janela num prédio passando e eu sou só uma pessoa num vagão lotado.