domingo, 11 de junho de 2017

Dia dos Namorados



Alguém falou de escolhas.
A impressão que eu tinha antes era de uma infinidades de possibilidades, como se fosse um sorteio aleatório, uma reação em cadeia de vários fatos e escolhas, tanto para mim como para minha futura namorada. (Talvez seja um pouco disso).

Então num mundo com mais de 7 bilhões de pessoas, numa cidade onde você cruza todos os dias com mais de 500 pessoas diferentes que você teve a chance de ter algum tipo de relação mínima.
Sabe eu pensei que bastava ela estar num dia propício e nesse dia se encontrar comigo e começar a fagulha que mantém os casais juntos eternamente. Ela poderia estar do meu lado.

Hoje em dia algumas pessoas deixam as possibilidades abertas, aproveitando todas as oportunidades que tem de ficar com alguém em algum nível. Não percebem que estão aperfeiçoando a superficialidade de suas relações. Assim tornando tudo mais prático e sem profundidade, mas isso sou eu falando do lado de fora, observando como os outros jovens se relacionam entre si.

Todas as teorias perdem sentido quando no meio de uma multidão um olhar específico encontra seu campo de visão, todas as lógicas deixam de ser quando acontece aquele momento perfeito, insano e inexplicável.
Então concluo que não era um sorteio, não era qualquer uma, sinto que sempre foi ou sempre seria ela, não importa todas as outras possibilidades, não importa a minha ou as escolhas dela. (Em todas as realidades paralelas que acontecem quando pensamos escolher de maneira diferente se convergem para nosso encontro).

Não sei você, mas no meu caso foi assim, se não a encontrasse naquele dia seria em outro, em outra época, antes ou depois do dia D. Talvez seríamos pessoas diferentes​, mas tenho certeza que ambos reconheceriam que esse era o final da história, o fim de nossas vidas solitárias, e começaria uma nova vida compartilhada entre dois, que formam uma unidade perfeita.

Aí você me diz: “A mas não é sempre às mil maravilhas?”.
Então eu te respondo: É dia dos namorados! O nosso amor é lindo!
Lamento ser uma pessoa que comete erros, mas quando eu a vi pela primeira vez eu disse Sim; sim no meu coração, sim para ela e toda sua história e talvez algumas de  imperfeições. Eu a amo de qualquer jeito.

Te amo Michele, Amo dividir a minha vida com você.

sábado, 10 de junho de 2017

Fones in My self


Meus fones de ouvidos são muito importantes, são a minha  blindagem contra a realidade a minha volta, contra poluição sonora, contra tudo que se move.

Com eles o meu mundinho particular imaginário fantasioso; ou não, vem a existir, é quase uma realidade paralela livre da ditadura da posição global; que insiste em definir geograficamente a onde as coisas ficam (ou onde estão, ou onde deveriam estar).

Tudo e todos passam despercebido, até mesmo a música tocada em meus ouvidos se tornam um silêncio isolante, selando esse mundo misterioso.

Em algumas vezes me perco dentro de um pensamento profundo e até mesmo o tempo fica distorcido quanto tento me achar onde eu estava quando entrei pela porta da imaginação e fui para uma viagem sem fim entre um milésimos de silêncio que separam uma batida de outro acorde ritmado num contratempo de um compasso descontinuado dentro de uma escala de uma nota qualquer, que qualquer um chamaria de ruído, mas um especialista chamaria que arte.

Quando reconheço a música tenho que voltar, voltar desse profundo mergulho, onde os raios do “Sol da sanidade” não penetram, tenho que subir para diminuir a pressão da profundidade desse oceano de pensamentos perdidos e repentinos, tenho que sair do modo “hibernar”, ligar a consciência e todas as funções que me mantém em pé, então o mundo volta a rodar, as pessoas em minha volta voltam a existir, o aço volta a ser fundido, resfriado e usinado para depois ser parafusado como corrimão num vagão do Metrô; perto da saída do ar condicionado; o que faz essa parte do corrimão ficar muito mais gelado do que comum, que deixa uma impressão refrescante quando você toca nessa parte resfriada num dia quente.

Tudo em volta cria se cor, forma, nomes, objetivo  e personalidade. Pronto estou vivo novamente em um lugar real, de pessoas reais onde qualquer coisa em minha volta pode me afetar ou não.

Então aperto o botão de votar a música, para que eu a escute novamente, a música que eu já estava escutando, porém não ouvindo.

Nessa hora toda a realidade se desfaz novamente, eu começo a me auto encolher até que só exista eu e o meu fone, os dois dos mesmo tamanho, uma pausa de silêncio para entender se foi eu que diminui ou se o fone que cresceu, mas logo lembro que não importa o que tenha acontecido; ou se aconteceu os dois, estou aqui para ouvir essa música.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

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Cansado de esperar, Cleano sai dali e sobe uma escada abrindo uma escotilha que dava numa extremidade da sala de comando, então ele sentou numa mesa e resolveu mexer num computador que estava ali perto, sentou-se e viu a tela de descanso que exibia uma miniatura da “Spetro Solar” em 3D girando, ela piscava e mudava de posição na tela, do canto superior esquerdo girava, logo depois se apagou e voltou para o meio da tela, depois de girar bastante foi para o canto inferior direito

Cleano mexeu no mouse, no que parecia ser um, pois era uma bolinha que cabia na palma da mão fixada na mesa.

Ao tocar apareceu a tela preta com o cursor branco piscando, no topo da tela, ao que parecia ser a primeira linha, tocou no desenho de um teclado fixo na mesa e as letras apareceram na tela.

Apertou o ENTER (na verdade tocou no desenho  da tecla ENTER, era como se o teclado fosse impresso na mesa) as letras sumiram e a tela continuava com o cursor piscando.

Como Cleano trabalhava com tecnologia se sentiu no direito de aprender a usar mais uma ferramenta. Procurou combinar algumas teclas para ver o que acontecia, ou pra tentar habilitar a parte gráfica do sistema operacional. Tentou a tecla ALT+TAB depois ALT+F4 ou ALT+F11, viu que nada acontecia, começou a teclar todos os atalhos que lembrava, inclusive usou a tecla entre a CTRL e a ALT, com o logo tipo estranho, depois de várias tentativas frustradas resolveu fazer o tradicional CTRL+ALT+DEL, no mesmo instante na tela pulou uma linha em branco e escreveu duas letras.

HA

Tentou novamente o mesmo comando, porém manteve as teclas CTRL+ALT pressionadas com a mão esquerda e teclou o DEL duas vezes com qualquer dos dedos da mão direita.

Então no computador pulou outra linha e escreveu

HAHA.

Aquilo parecia muito estranho como se o computador estivesse rindo dele.

Em seguida Cleano resolveu digitar um comando antigo que se lembrará, escreveu DIR depois deu enter .

Na tela se completou uma linha inteira de HAHAHAHAH​AHAHAHAHAHAHA

Em seguida pulou uma linha e apareceu.

QUE RIDÍCULO!, VOCÊ VOCÊ QUIS DIZER “SL”?

Ao Ler a mensagem Cleano ficou tão confuso que disse um “NÃO” em voz alta, na mesma hora apareceu uma linha escrito.

ENTÃO QUE MERDA VOCÊ ESTÁ TENTANDO FAZER COMIGO?

Cleano leu a próxima frase e ficou pensando por alguns instantes, confuso disse em voz alta:

— você entende comando por voz.

Na tela surgiu a seguinte frase em caixa alta.

SIM, É ÓBVIO, A MENOS QUE VOCÊ NÃO PERMITA.

— Se você aceita comando de voz e escuta o que eu estou falando porque tem teclado e mouse?.

PORQUE OS HUMANOS SÃO ESTÚPIDOS.

Cleano não estava acreditando que um computador estava ofendendo,  ou pelo menos tentando.

— Que tipo de computador você é?

DO TIPO QUE IMPEDE OS HUMANOS DE FAZEREM ESTUPIDEZ.

— Se você aceita comando de voz porque só me responde por escrito?

QUE IRRITANTE!

Logo depois apareceu a tela de descanso novamente.

— Isso é algum tipo de piada?

NÃO, NÃO TENHO SENSO DE HUMOR PARA PIADAS.

Depois voltou a apresentar a “Spectro Solar” girando pela tela.

Cleano se levantou da cadeira, pensando ter sido ofendido por um computador que não sabe fazer piada, deu as costas para a tela apareceu o um Emoji de uma mão fechada somente com o dedo Médio levantado.

Quando Cleano fez algum movimento voltando a olhar para a tela, no mesmo instante voltou a exibir a tela de descanso, com o objeto 3D girando.

Logo desistiu de adquirir conhecimento técnico sobre aquele software, afinal de contas era tudo tão confuso quanto natural para ele a essa altura.